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MARCOS OTTAVIANO & KIKO MOURA NA RADIO EDUCADORA

Postado em Sexta-feira, Março 05, 2010 as 8:35 PM por Marcos Ottaviano

Toda energia e musicalidade de um dos estilos mais bonitos e profundos da música mundial. Um ritmo que encanta o mundo com a sua força não poderia ficar de fora da Educadora FM, que toca o melhor da música.

O programa apresenta o que há de mais rico no universo do blues nacional e internacional. Além de muita música, traz notícias, entrevistas, dicas, tudo de mais interessante relacionado ao blues. Escute toda classe e beleza deste estilo em um programa feito por quem conhece do assunto.

O programa acontece toda quarta - 21h.

Para ouvir o programa feito com Marcos Ottaviano & Kiko Moura Project

Visite: EDUCADORA BLUES 

Apresentação: Álvaro Assmar http://www.alvaroassmar.com.br/  

Para ouvir a radio Visite: RADIO EDUCADORA 

Atualizado: Sexta-feira, Março 05, 2010 9:08 PM

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ENTREVISTA NA COVER GUITARRA

Postado em Domingo, Fevereiro 28, 2010 as 11:11 AM por Marcos Ottaviano

Confira na Cover Guitarra nº 178, deste mês a matéria feita com Marcos Ottaviano & Kiko Moura.

Durante a entrevista os guitarristas revelam como foi a gravação do primeiro Cd em parceria, técnicas de improvisação e muito mais.

Leia aqui trecho da entrevista!

Como vocês costumam pensar seus improvisos? Gostam de seguir um raciocínio mais linear, sem se preocupar tanto com as mudanças de acordes, ou valorizam também o pensamento vertical, preocupando-se com os acordes?

Marcos: Quando comecei, improvisava somente com as pentatônicas na tonalidade das músicas. Se a música era em Lá, usava os cinco desenhos e pronto. Soava tudo sempre menor. Depois aprendi que mudando as pentas tudo um tom e meio abaixo do tom que estava tocando soava tudo maior! Que maravilha (risos)!!! Foi aí que percebi que a maioria dos guitarristas que ouvia improvisavam por acordes, misturando pentas menores com as maiores, usando escalas mixolidia, dórica, menor melódica, diminuta, tocando arpejos. Hoje em dia, penso assim na hora de improvisar, mas também gosto de “viajar” em um solo sem prestar muita atenção nos acordes.

Kiko: Costumo tocar mais cadenciado explorando os acordes.

Atualizado: Domingo, Fevereiro 28, 2010 12:04 PM

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Um Refinado Duo de Guitarristas em Ação

Postado em Domingo, Agosto 02, 2009 as 9:49 PM por Marcos Ottaviano

Kiko e Ottaviano, um refinado duo de guitarristas em ação

por Demma K.

Conseguir entrosar tão bem instrumentos parecidos é uma tarefa para poucos, ainda mais na guitarra, onde o ego da maioria parece dominar mais que a música.

Marcos Ottaviano e Kiko Moura, dois guitarristas brasileiros de primeira linha, se juntaram e conseguiram um excelente resultado sonoro, por sinal muito agradável a todos os gostos.

Num show cheio de atrações, realizado na quarta feira, dia 24 de Junho, no Bourbon Street Music Club, eles mostraram o trabalho, que em breve será lançado num CD.

Ottaviano é um dos maiores conhecedores do blues tupiniquim. Já foi parabenizado pelo Rolling Stone Ron Wood em 2002, e também arrancou elogios de BB King, que ainda autografou a sua guitarra.

Kiko Moura é um refinado guitarrista, que tem em seu currículo apresentações com diversas cantoras, como Na Ozetti, Misty, Virginia Rosa, entre outras, e ainda leciona nas melhores escolas de São Paulo.

O novo trabalho desta dupla dinâmica mescla raízes do blues com um sabor diferente, que nos remete a coisas pop, tais como a do grupo Steely Dan.

O timbre das guitarras também foi algo marcante no show. Ottaviano usou equipamentos raros, como um amplificador Marshall Bluesbreaker com falantes originais Greenback, pedais como Fuzz 69, da Fulltone, e um peculiar overdrive artesanal.

O show foi muito bom, agradável e sem exageros. Era uma festa com apoio da revista Jazz+. Eles realizaram um ótimo trabalho em equipe, foram acompanhados por Andrei Ivanovic, no baixo, e por Richard Montagno, na bateria. Ainda contaram com a participação de Celso Salim, na guitarra, e Robson Fernandes, na gaita.

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Blog Dedicado a Gibson ES-335

Postado em Domingo, Julho 26, 2009 as 10:00 PM por Marcos Ottaviano

O blog criado pelo guitarrista Fernando Bernardino, é inteiramente dedicado a Gibson 335. A cada dia o blog é atualizado na forma de fotografia, vídeo ou informação.

Para conhecer o blog e ver a matéria feita com Marcos Ottaviano visite:335 Blog

Atualizado: Domingo, Agosto 16, 2009 11:12 AM

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Blues - Da Lama À Fama

Postado em Sexta-feira, Agosto 15, 2008 as 2:52 PM por Marcos Ottaviano

O livro Blues - da Lama À Fama do crítico Roberto Muggiati nos remonta a trajetória do blues, das origens rurais do Mississippi até os grandes festivais do mundo, fazendo referências tambem aos nossos musicos "made in Brazil" é mesmo o chamado Blues da Goroa o som da Grande São Paulo.

Locais como o Aeroanta, ou nas noitadas de blues da Cultura Inglesa; e surgiram recentemente clubes especializados como o blue Note Jazz Bar, nos Jardins; o Brittania, na Vila Mariana; e o Bourbon Street Music Club, em Moema, que não fez por menos: trouxe para a festa de sua inauguração, em Dezembro de 1993, o lendário B.B. King.

Entre as muitas bandas que tocam nestes clubes estaõ a Companhia Paulista de Blues (seu vocalista, Marcello Porto, gravou um jingle para a pizza Hut), e a banda Blues Jeans...

adquira o livro

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:05 AM

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Blue Jeans & BB King

Postado em Segunda-feira, Julho 28, 2008 as 12:26 AM por Marcos Ottaviano

Em Março de 2004, o Blue Jeans foi convidado para abrir os três shows do rei do blues, B.B.King, em São Paulo, e foi surpreendida quando o próprio B.B.King os chamou novamente ao palco no final do seu show para falar que a sua missão estava cumprida, porque havia no mundo banda como o Blue Jeans, representando tão bem o blues!!

Confira: Blue Jeans & B.B.king

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 9:38 AM

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Sexo, Drogas e Rolling Stones...

Postado em Segunda-feira, Julho 21, 2008 as 11:04 AM por Marcos Ottaviano

Histórias da banda que se recusa a morrer de José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues

adquira o livro.

O livro é ilustrado com fotos raras e inéditas. Reúne histórias íntimas de bastidores e alcova contadas pelos próprios protagonistas e por quem conviveu com eles, e traz inúmeras reportagens de época, resenhas de discos e shows. Como o imemoravel 09 de Janeiro de 2002, durante uma destas apresentações o Blue Jeans recebeu no palco Ronnie Wood (Rolling Stones) para uma Jam Session, e foi o próprio Ron que em poucas palavras sintetizou toda a trajetória da Banda desde o inicio de sua brilhante carreira, enfrente a lotação esgotada da casa Ron Wood fez elogios à banda falando "The Band they're Wicked" (banda endiabrada) e chama Marcos Ottaviano de "The teacher" (Professor).

Não há banda com mais crédito que os Rolling Stones para substituir qualquer um dos elementos da máxima ?sexo, drogas e rock"n"roll. O grupo extrapolou as mais otimistas previsões sobre o tempo da sua duração ou a resistência física de seus integrantes, com influência direta na afirmação musical do rock, na revolução comportamental dos anos sessenta e setenta, e na profissionalização do mercado de entretenimento. José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues detalham essa trajetória com a experiência de anos de jornalismo musical e a paixão dos aficcionados pela música e suas histórias.

Jornalista, desde 1977 José Emilio Rondeau escreve sobre rock, cinema e cultura pop para as principais publicações brasileiras, entre elas O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, Veja, Rolling Stone, Marie Claire, Bravo! e Trip. Antes de se mudar para Los Angeles, onde foi correspondente internacional de 1987 a 2004, dirigiu videoclipes para alguns dos mais importantes artistas do rock brasileiro, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Lobão e RPM. Em 2006, lançou seu primeiro longa-metragem de ficção, a comédia romântica/fantasia rock n?roll 1972, que escreveu (junto com Ana Maria Bahiana) e dirigiu.

Biólogo, pós graduado em Botânica pela Universidade de São Paulo, faz tempo Nelio Rodrigues deixou de lado as pesquisas em algas de água doce e a cátedra universitária para se dedicar a investigar, historiar e documentar o rock brasileiro, sobretudo das décadas de 1960 e 1970. Seus textos foram publicados na revista Vogue RG e no Jornal do Rock, e ele colaborou com a publicação norte-americana Beatlefan. Há anos escreve para a revista eletrônica Senhor F, especializada em classic rock. É autor do livro Os Rolling Stones no Brasil: Do descobrimento à conquista (1968-1999), publicado em 2000.

Os autores acumulam vinte shows dos Rolling Stones no currículo, vistos entre 1975 e 2006.

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:10 AM

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Disco John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:39 PM por Marcos Ottaviano

Quando comecei a tocar blues, na década de 1980, não havia professores para esse gênero. O jeito, então, foi recorrer aos LPs. Um disco que me chamou bastante a atenção foi o famoso John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton (1966).

Com ele, pude aprender muitas técnicas como vários tipos de bends, vibratos, palhetadas e ligados que uso como referência ainda hoje. Por exemplo, a faixa Little Girl é um exemplo de aplicação dos diversos tipos de bends no blues, como quando ele sobe 1 tom e desce ½ tom, conseguindo duas notas em uma mesma casa.

Procurando aprender sobre as influências de Eric Clapton nesse disco, pude descobrir grandes guitarristas de blues, como Otis Rush e Freddie King, que acabaram me inspirando bastante. Eu ouvia John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton todos os dias, até decorar músicas como Hideaway, o primeiro blues que aprendi a tocar. Para quem ainda não escutou, esse disco é uma boa pedida.

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:02 AM

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Lap steel Del Vecchio

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:37 PM por Marcos Ottaviano

Em 1993, ao entrar numa loja em São Paulo, vi um instrumento que me chamou a atenção. Ele estava fora da vitrine, em um canto, sem tarraxas. O vendedor disse ser um lap steel (ou guitarra havaiana) da Del Vecchio, fabricado na década de 1960. Como já tocava slide, fiquei muito interessado. Não tive dúvida e comprei na hora.

Comecei a estudar a nova técnica para poder colocar em prática nos shows. Depois de alguns anos de uso, as tarraxas já não afinavam mais e a ponte original muito parecida com a de um violão se soltou. Foi quando levei ao Márcio Zaganin para que ele fizesse algumas modificações.

O Márcio gostou bastante do instrumento e me contou a respeito de sua construção. O corpo da guitarra era feito de mogno e o braço de jacarandá, o captador provavelmente teria sido feito pelo Saraiva, antigo luthier de São Paulo que, na época, trabalhava na Del Vecchio. O Márcio colocou tarraxas Gibson Deluxe.

Para isso, teve de fechar o headstock do lap steel, que tinha aberturas, como em violões. Outra mudança foi a ponte: ele modificou um cordal da Gibson para que combinasse perfeitamente. Além disso, outro amigo sugeriu que eu colocasse um captador Seymour Duncan.

O resultado ficou excelente e serviu de referência para que o Márcio Zaganin desenvolvesse o seu próprio modelo. Já fui convidado para fazer dezenas de gravações tocando lap steel. Nos shows, esse instrumento sempre é motivo de curiosidade, já que é pouco utilizado por músicos brasileiros.

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 9:43 AM

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O Blues

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:33 PM por Marcos Ottaviano

O blues é um gênero que, além de guardar a alma da guitarra, consegue fazer, com elementos aparentemente simples, uma música bastante complexa. O solo abaixo mostra bem onde reside esta complexidade: na respiração do ritmo, nas mudanças de região, nos diferentes bends e na expressão cuidadosa de cada uma das notas.

A divisão rítmica, embora rica, é menos difícil do que parece: pense em 12/8 (Um-dois-três, Um-dois-três, Um-dois-três, Um-dois-três) como a pulsação natural do blues. Os americanos trabalham sempre com a divisão tercinada e isso é uma das bases do swing. Por isso, optamos pela transcrição em 4/4, a intenção original da base.

Melodicamente, o solo está construído quase todo sobre a pentatônica de A menor, e mostra muitos dos segredos de como fazer esta escala tão simples soar com sotaque bluesy. A harmonia (que você pode gravar para tocar em cima) é um blues bem simples, em A maior. Boa sorte!

Veja matéria completa na Guitar Player 59.

Atualizado: Segunda-feira, Agosto 17, 2009 5:12 PM

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História do Blue Jeans

Postado em Segunda-feira, Junho 23, 2008 as 5:36 PM por AMaurin

História do Blue Jeans

História do inicio do Blue Jeans (contada por Alan Marcus)

1986: Depois de passar um ano morando nos EUA, onde eu tocava com quatro bandas de rock"n"roll, resolvi montar uma banda de rock/blues em São Paulo. A idéia era que a música eletrônica e rock brasileiro da época não comunicavam comigo de uma maneira visceral e sincera, como o rock"n"roll e o blues. A influência dos estilos principalmente do Johnny Winter, Jimi Hendrix, B.B. King, entre outros, era bem forte. Com 19 anos de idade, montei a banda, um trio. Convidei o Dedé Anderson para ser baterista, e o Ricardo no baixo (comigo na guitarra e vocal). Nossa primeira data foi no Épico's Bar, na Santo Amaro um bar de motoqueiros.

Depois de alguns shows, o Ricardo bebia muito, e uma vez urinou no próprio case do baixo no intervalo de um dos sets. Resolvemos trocar de baixista, e convidei o Chris White, um irmão de um colega meu de escola e vizinho do Dedé. Também entrou outro guitarrista, Chinho (ex-Viper).

1987-1989: Tocamos em vários bares e casas noturnas e festas em clubes. Tocamos também em shows da TV 2 Cultura (Serginho Groismann, e competição de bandas). Convidei o Toninho Fonseca para entrar na banda como baixista, já que ele era um amigo da vizinhança.

Num dos shows da TV Cultura, um especial de blues, foi onde conheci o Blues Etílicos...Eles eram 4 anos mais velhos do que eu, e eu os admirava. Também gostava muito da estética e música deles, e ficamos amigos.

1989- O baterista Dedé se casa e sai da banda, e entra o Duda na bateria, outro vizinho dele. Eu trabalhei no primeiro festival de blues do Brasil em Ribeirão Preto como assistente de mídia. Conheci e conversei com o Junior Wells, Magic Slim, e Albert Collins, entre outros grandes nomes do blues que desde então já faleceram.

Este festival foi marcante na trajetória não só do Blue Jeans, mas principalmente do blues no Brasil, pois destacou os melhores nomes do blues internacional e nacional. Depois deste festival foi que resolvi me dedicar profissionalmente somente ao blues com o Blue Jeans, pois fiquei imensamente impressionado após ter ouvido a música destes mestres, e decidi que queria fazer aquilo pelo resto de minha vida. Pedi demissão no meu emprego daquela época, e parti para tocar música profissionalmente.

Outra vertente importante na trajetória do Blue Jeans foi no encontro em um festival de música muito especial em Caxambu, Minas Gerais, onde conheci o Junior Moreno, que tocava com o Vultos na época. Neste festival, o Vultos me convidou para fazer uma canja no set deles (Johnny B. Goode) e nos demos muito bem. Fiquei impressionado com este baterista (agora atual baterista e vocalista do Blue Jeans). Achei que ele tocava no estilo antigo, com o back-beat que não se escutava mais. Nossas experiências se enriqueceram, principalmente quando o Vultos foi expulso do hotel deles, e eles tiveram que ficar no mesmo que o Blue Jeans. Dali para frente ficamos bastante amigos. Por coincidência, o baixista do Vultos, Andrei Ivanovic, é o atual baixista do Blue Jeans. Eu já conhecia o Andrei desde os 15 anos de idade, quando tocamos em outras bandas da época, então já tinha muito respeito por ele.

1990: Havia pensado muito sobre os momentos que toquei com o Junior em Caxambu e em outras canjas. Resolvi então convidá-lo para entrar no Blue Jeans, e ele topou. Foi esta formação do Junior na bateria, Toninho no baixo e eu na guitarra e vocal, onde as vertentes musicais realmente se expandiram e a banda tomou um rumo profissionalizante. O Toninho tinha um estúdio de ensaio e amplificadores lá, portanto tínhamos o "nosso espaço" para ensaios, e o tempo necessário sem ter que nos preocuparmos com horários marcados de estúdios. Ficamos bem amigos, e depois de um tempo também me mudei para a casa do Toninho, onde morei por um tempo. O convívio pessoal e musical entre os três virou bastante intenso e isto foi produtivo no processo de criação de um som próprio, de músicas próprias, de ótimos ensaios e de um entrosamento musical excepcionalmente bom.

Entre os vários lugares que tocamos, destacam-se os shows que fizemos no extinto Dama Xoc, no Aeroanta de SP e Curitiba, no Brittania, no Circo Voador no RJ onde também fizemos shows com o Sugar Blue. Tocamos ao ar livre no litoral Paulista, tocamos em casas noturnas em Ribeirão Preto, em shows de TV, fizemos um videoclipe da MTV que ganhou um prêmio de um dos 10 melhores clipes independentes do ano. Também fizemos vários shows ao vivo em rádios de SP.

Conhecemos excelentes guitarristas de blues, como o Nuno Mindelis, com quem tocamos. Também conheci o virtuoso Marcos Ottaviano, com quem fizemos shows juntos por coincidência, é o atual guitarrista no Blue Jeans agora.

1991: Matéria sobre o Blues nacional é publicada na capa da Ilustrada da Folha de SP, com foto e destaque do Blue Jeans.

1991- 1992: Convidaram-nos para fazer gravações nos estúdios da BMG no Rio, para possível contratação futura o que não aconteceu.

No final de 1992 resolvi viajar para Nova Iorque para visitar um amigo, mas queria ir para Chicago, pois tinha o telefone do Sugar Blue e Junior Wells, que me deram quando os conheci no Brasil. Acabei nunca indo para Chicago... Ao invés disso, fui para o Oriente Médio, para a Escócia, Inglaterra, e depois para os EUA. Não retornei a morar no Brasil, e sai também do Blue Jeans, sendo muito habilmente e fortemente substituído por Marcos Ottaviano na guitarra.

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:01 AM

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