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Blue Jeans & BB King

Postado em Segunda-feira, Julho 28, 2008 as 12:26 AM por Marcos Ottaviano

Em Março de 2004, o Blue Jeans foi convidado para abrir os três shows do rei do blues, B.B.King, em São Paulo, e foi surpreendida quando o próprio B.B.King os chamou novamente ao palco no final do seu show para falar que a sua missão estava cumprida, porque havia no mundo banda como o Blue Jeans, representando tão bem o blues!!

Confira: Blue Jeans & B.B.king

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 9:38 AM

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Disco John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:39 PM por Marcos Ottaviano

Quando comecei a tocar blues, na década de 1980, não havia professores para esse gênero. O jeito, então, foi recorrer aos LPs. Um disco que me chamou bastante a atenção foi o famoso John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton (1966).

Com ele, pude aprender muitas técnicas como vários tipos de bends, vibratos, palhetadas e ligados que uso como referência ainda hoje. Por exemplo, a faixa Little Girl é um exemplo de aplicação dos diversos tipos de bends no blues, como quando ele sobe 1 tom e desce ½ tom, conseguindo duas notas em uma mesma casa.

Procurando aprender sobre as influências de Eric Clapton nesse disco, pude descobrir grandes guitarristas de blues, como Otis Rush e Freddie King, que acabaram me inspirando bastante. Eu ouvia John Mayall and the Bluesbreakers with Eric Clapton todos os dias, até decorar músicas como Hideaway, o primeiro blues que aprendi a tocar. Para quem ainda não escutou, esse disco é uma boa pedida.

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 10:02 AM

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Lap steel Del Vecchio

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:37 PM por Marcos Ottaviano

Em 1993, ao entrar numa loja em São Paulo, vi um instrumento que me chamou a atenção. Ele estava fora da vitrine, em um canto, sem tarraxas. O vendedor disse ser um lap steel (ou guitarra havaiana) da Del Vecchio, fabricado na década de 1960. Como já tocava slide, fiquei muito interessado. Não tive dúvida e comprei na hora.

Comecei a estudar a nova técnica para poder colocar em prática nos shows. Depois de alguns anos de uso, as tarraxas já não afinavam mais e a ponte original muito parecida com a de um violão se soltou. Foi quando levei ao Márcio Zaganin para que ele fizesse algumas modificações.

O Márcio gostou bastante do instrumento e me contou a respeito de sua construção. O corpo da guitarra era feito de mogno e o braço de jacarandá, o captador provavelmente teria sido feito pelo Saraiva, antigo luthier de São Paulo que, na época, trabalhava na Del Vecchio. O Márcio colocou tarraxas Gibson Deluxe.

Para isso, teve de fechar o headstock do lap steel, que tinha aberturas, como em violões. Outra mudança foi a ponte: ele modificou um cordal da Gibson para que combinasse perfeitamente. Além disso, outro amigo sugeriu que eu colocasse um captador Seymour Duncan.

O resultado ficou excelente e serviu de referência para que o Márcio Zaganin desenvolvesse o seu próprio modelo. Já fui convidado para fazer dezenas de gravações tocando lap steel. Nos shows, esse instrumento sempre é motivo de curiosidade, já que é pouco utilizado por músicos brasileiros.

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 9:43 AM

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O Blues

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:33 PM por Marcos Ottaviano

O blues é um gênero que, além de guardar a alma da guitarra, consegue fazer, com elementos aparentemente simples, uma música bastante complexa. O solo abaixo mostra bem onde reside esta complexidade: na respiração do ritmo, nas mudanças de região, nos diferentes bends e na expressão cuidadosa de cada uma das notas.

A divisão rítmica, embora rica, é menos difícil do que parece: pense em 12/8 (Um-dois-três, Um-dois-três, Um-dois-três, Um-dois-três) como a pulsação natural do blues. Os americanos trabalham sempre com a divisão tercinada e isso é uma das bases do swing. Por isso, optamos pela transcrição em 4/4, a intenção original da base.

Melodicamente, o solo está construído quase todo sobre a pentatônica de A menor, e mostra muitos dos segredos de como fazer esta escala tão simples soar com sotaque bluesy. A harmonia (que você pode gravar para tocar em cima) é um blues bem simples, em A maior. Boa sorte!

Veja matéria completa na Guitar Player 59.

Atualizado: Segunda-feira, Agosto 17, 2009 5:12 PM

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