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ENTREVISTA NA COVER GUITARRA

Postado em Domingo, Fevereiro 28, 2010 as 11:11 AM por Marcos Ottaviano

Confira na Cover Guitarra nº 178, deste mês a matéria feita com Marcos Ottaviano & Kiko Moura.

Durante a entrevista os guitarristas revelam como foi a gravação do primeiro Cd em parceria, técnicas de improvisação e muito mais.

Leia aqui trecho da entrevista!

Como vocês costumam pensar seus improvisos? Gostam de seguir um raciocínio mais linear, sem se preocupar tanto com as mudanças de acordes, ou valorizam também o pensamento vertical, preocupando-se com os acordes?

Marcos: Quando comecei, improvisava somente com as pentatônicas na tonalidade das músicas. Se a música era em Lá, usava os cinco desenhos e pronto. Soava tudo sempre menor. Depois aprendi que mudando as pentas tudo um tom e meio abaixo do tom que estava tocando soava tudo maior! Que maravilha (risos)!!! Foi aí que percebi que a maioria dos guitarristas que ouvia improvisavam por acordes, misturando pentas menores com as maiores, usando escalas mixolidia, dórica, menor melódica, diminuta, tocando arpejos. Hoje em dia, penso assim na hora de improvisar, mas também gosto de “viajar” em um solo sem prestar muita atenção nos acordes.

Kiko: Costumo tocar mais cadenciado explorando os acordes.

Atualizado: Domingo, Fevereiro 28, 2010 12:04 PM

Postado em Artigos Varios (RSS), Entrevistas (RSS)

Entrevista Magic Slim & Blue Jeans

Postado em Sexta-feira, Setembro 25, 2009 as 6:58 AM por Marcos Ottaviano

Blue Jeans & Magic Slim no Estúdio Showlivre 2007

Atualizado: Sexta-feira, Setembro 25, 2009 7:07 AM

Postado em Entrevistas (RSS)

BLUE JEANS - NEWS

Postado em Domingo, Dezembro 14, 2008 as 4:27 PM por Marcos Ottaviano

Acesse o site http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/radiosp/player_gradio.asp hoje às 21h para ouvir a entrevista que foi feita com o Blue Jeans no programa Sala de Música, do locutor e Jornalista João Carlos Santana.
Para ouvir duas músicas que foram tocadas durante a entrevista acesse:

http://www.joaocarlossantana.globolog.com.br/


As duas músicas que eles gravaram foram "Crossroads", de Robert Johnson e "Hoochie Coochie Man", de Muddy Waters... dois clássicos absolutos do gênero.

Divirtam-se:

CROSSROADS Download

HOOCHIE COOCHIE MAN Download

ALL RIGHT !!!!!!!!!
Atualizado: Sexta-feira, Março 05, 2010 6:01 PM

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Entrevista Blue Jeans

Postado em Segunda-feira, Julho 14, 2008 as 10:08 AM por Marcos Ottaviano

17 de junho de 2008

Os músicos da Blue Jeans mostram para o público seu recém-lançado DVD, gravado com Magic Slim.

Direto da Discoteca Oneyda Alvarenga, eles separaram os discos de Buddy Guy e Junior Wells (T-Bone Shuffle), Freddy King (Woke up this Morning) e Ray Charles (Hard Times).

Além disso, os músicos aproveitaram para tocar diversas de suas composições ao vivo no programa. entevista blue jeans

  

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Fogo Blueseiro

Postado em Terça-feira, Junho 24, 2008 as 4:48 PM por Marcos Ottaviano

Em novo álbum do Blue Jeans, Marcos Ottaviano mostra que a guitarra blues brasileira vai muito bem, obrigado.

Em visita ao Brasil, em 9 janeiro de 2002, o Rolling Stone Ron Wood esteve na casa de shows Bourbon Street Music Club, em São Paulo. Naquela noite, o show era da banda Blue Jeans, que tem Marcos Ottaviano nas guitarras. Empolgado com o blues vigoroso do trio - que conta também com Junior Moreno, na bateria e vocais, e Andrei Ivanovic, no baixo, Wood não segurou a vontade de tocar e pediu para subir ao palco e se unir ao grupo.

O resultado da jam foram inesquecíveis Hide Away, de Freddie King, e Miss You, dos Stones. Impressionado com o talento de Ottaviano, Ron não poupou elogios ao guitarrista, chamando-o de mago e mestre. "Quem sabe você não me dá umas aulas", indagou o Stone.

O estilo que conquistou Wood é formado por uma poderosa pegada blueseira, slides contagiantes e melodias fervorosas. É o que Ottaviano mostra no segundo álbum do Blue Jeans, Come Back Home, que traz composições dos integrantes do trio e versões para Can't You See What You're Doing To Me (Albert King), Sing a Simple Song (S. Stewart), Five Long Years (Eddie Boyd), Rock Me (M. Jackson), Never Make a Move Too Soon (B.B. King) e Georgia Women (R.L. Burnside). O disco foi gravado no Space Blues Studios, na capital paulista.

O blues é um gênero com formas e acordes característicos. Que caminho você segue para não se tornar repetitivo?

Não componho de forma muito tradicional. Acabo saindo da fórmula I, IV, V. Coloco acordes com sexta, refrãos mais pop e R&B. Gostamos de tudo isso, são sons que nos influenciaram. Até o Robert Cray faz músicas com estruturas diferentes nos dias de hoje. Acho que o caminho é esse, você vai evoluindo e dando uma incrementada na harmonia. É fácil soar blues sobre uma harmonia diferente, porque a guitarra pode fazer esse papel. O que mais descaracteriza o blues é o músico usar outras escalas e fugir no fraseado. A harmonia pode ser uma encrenca, mas se você colocar o B.B. King para tocar, a música vai soar blues. O único que consegue utilizar elementos diferentes, continuando a soar blues, é Robben Ford.

O que é importante para aprender a tocar blues?

O que vale é a melodia. No jazz também, se você escutar Wes Montgomery, perceberá que ele toca frases, quase não há escalas. Ele tem um senso melódico incrível. Com Santana é a mesma coisa, ele não entrega as escalas de bandeja, tudo é melodia.

Qual é a melhor maneira de desenvolver esse senso melódico?

Sempre preferi criar frases e melodias próprias. Antes disso, eu ficava tirando músicas e solos. Estudei modos, mas nunca fiquei decorando escalas. Não uso apenas escala pentatônica. Por exemplo, parece que B.B. King só usa pentatônicas, mas, se você for analisar, ele toca mixolídio, dórico, arpejo diminuto, mas sempre com o pé no blues.

Você já pensou em tocar outros estilos?

Tentei aprender jazz, estudei com Kiko Moura, um dos maiores guitarristas que já vi. Foi ele quem me incentivou a estudar blues, porque em toda estrutura de jazz que ele me passava eu dava um jeito de colocar um blues no meio. Hoje em dia escuto bastante jazz e até penso em voltar a estudar. Já me falaram que, mesmo tocando blues, pareço um guitarrista de jazz. Talvez por eu não usar apenas pentatônicas.

Veja matéria completa na Guitar Player 90

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 2:36 PM

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Entrevista com Marcos Ottaviano - Recife Blues

Postado em Sexta-feira, Abril 25, 2008 as 3:51 PM por Marcos Ottaviano

1. Porque Blues, porque Guitarra?

Tudo começou quando comprei um vinil do Eric Clapton, chamado "Another Ticket " na terceira faixa tinha um blues chamado Blow wind blow, gostei muito desta música, fui direto ler o crédito para saber de quem era e descobri que era do McKinley Morganfield ( Muddy Waters ), a partir deste momento comecei a comprar vários discos de blues. O motivo que me levou a tocar guitarra foi quando vi pela TV Mark Knopfler tocando Sultans of Swing, eu tinha 14 anos e achei incrível, pensei quero tocar como ele. Até hoje não consegui, mas foi muito importante, para conseguir realizar o meu grande sonho.

2. Qual o guitarrista que mais te influenciou?

No começo estudei muito a técnica do B.B. King, Freddie King, e a guitarra slide de Duane Allman e Mick Taylor. Gosto muito do Robert Cray e do jeito moderno de tocar de Robben Ford, o lance de tocar sem palheta foi por causa do Mark Knopler, mas tenho que admitir que Eric Clapton foi o que mais me influenciou no jeito de tocar. Gostaria de dizer que eu tenho influências de vários guitarristas, mas sempre busquei um estilo próprio de tocar. Fico feliz quando alguém escuta a minha guitarra e fala "Ah, foi você quem tocou naquele disco!".

3. Fale um pouco sobre a Blue Jeans e de como você entrou nela.

A Banda foi formada em 86 por Allan Marcus, quando eu entrei em 93 a convite do baterista Junior Moreno o Blue Jeans já era tido como uma das melhores bandas de blues do Brasil. Na época eu tocava na Cia Paulista de Blues e já tínhamos tocado algumas vezes juntos. Dai o convite.

4. Existe algum projeto recente em que a Banda está trabalhando?

Sim. Estamos mixando o Dvd em comemoração aos vinte anos da banda, gravamos no estúdio BepBop em São Paulo.Tive a idéia de convidar Magic Slim para participar da gravação, nosso empresário Silvio Alemão entrou em contato, e como já havíamos tocado com ele em uma rádio de São Paulo e aberto o show, ele aceitou o convite. Ele deixou bem claro que só estava aceitando por causa da banda.Isto nos deixou extremamente felizes.

5. Como você vê a Cena Blues que ocorre em São Paulo?

Não mudou muito da época em que comecei, quanto às bandas sim, hoje tem muito mais, pena que os lugares para tocar blues são praticamente os mesmos.

6. Vocês abriram 3 vezes o show de Buddy Guy e colecionam críticas de invejar os melhores músicos. Qual o perfil que traduz a essência da Blue Jeans?

São três caras que acreditam no que faz e apesar das dificuldades continuam a fim de tocar. Nunca fizemos média para conseguir elogios ou abrir shows importantes, acreditamos que o melhor marketing é mostrar no palco que sabemos tocar.

7. Histórias não devem faltar ao longo desses 20 anos da Blue Jeans e 13 anos que você faz parte dela. Qual momento que mais te marcou nesses anos musicais?

Foram muitos momentos, a abertura do show do Buddy Guy, os shows com a Big Time Sarah, a Jan com Ronnie Wood, o dvd com Magic Slim, os elogios de Coco Montoya e John Pizzarelli, etc... Mas o momento que mais me marcou foram os três shows de abertura que o Blue Jeans fez para o B.B. King, nunca vou esquecer quando ele nos chamou ao palco e nos elogiou, eu chorei muito.

8. Quem é Marcos Ottaviano?

Um cara simples que se dedica muito a Família, que se preocupa com os amigos e que a cada dia tenta ser uma pessoa melhor.

9. A música de vocês tem uma relação direta com o Rock e o Funk. Vocês pensam em fazer um disco exclusivamente de Blues?

Já pensamos e ainda vamos fazer. No momento estamos trabalhando no DVD com Slim que vai ser bem tradicional, temos também um Cd de blues tradicional com a Big Time Sarah para lançar a qualquer momento.

10.Fique a vontade e fale um pouco para quem está começando a respirar mais fundo o Blues, musicalmente falando, quais conselhos você daria para uma pessoa que começa a trilhar as nuances do Blues?

Quando comecei não havia professores ou métodos de Blues disponíveis no Brasil, os discos foram a minha melhor escola, através deles você pode estudar bends, vibratos , slides, etc... Hoje em dia temos professores, livros e vídeos didáticos, que podem ajudar nos estudos, ouça com atenção os grandes mestres tente copiar depois crie seu próprio estilo e o mais importante jogue fora o preconceito musical, este sim pode atrapalhar o seu caminho.

Domingo, 02/04 | Por Breno Martins

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 2:40 PM

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Marcos Ottaviano - Guitar Player

Postado em Quarta-feira, Dezembro 05, 2007 as 5:16 PM por Marcos Ottaviano

Formado numa época em que o blues estava começando a aparecer no Brasil, o Blue Jeans é uma das bandas que melhor representa o estilo no país.

Já são 20 anos de estrada, dois álbuns, shows ao lado dos maiores nomes do blues mundial e, agora, um DVD que comemora essas duas décadas de carreira.

São Paulo Sessions é dividido em duas partes: a primeira com a exuberante participação do guitarrista Magic Slim em músicas de sua autoria; a segunda com o Blues Jeans interpretando canções de blues que fazem parte do repertório dos shows da banda, como Got to Move (Elmore James), When the Music Stops (Marcos Ottaviano/André Christovam), Georgia Women (R.L. Burnside), Can't You See What You're Doing to Me (Albert King), entre outras. O guitarrista Marcos Ottaviano passou a integrar o grupo em 1993.

Seus companheiros de banda são Júnior Moreno (bateria, gaita e voz) e Andrei Ivanovic (baixo). Em entrevista, Ottaviano conta detalhes de São Paulo Sessions e da carreira do Blue Jeans.

Como era a cena do blues na época em que a banda começou?

Comecei a tocar nos anos 80 e, profissionalmente, em 1991. Na época, o Blue Jeans, fundado pelo guitarrista Alan Marcus, já era uma referência entre as bandas brasileiras de blues. Outros nomes que eu tinha como referência eram Blues Etílicos, André Christovam e Celso Blues Boy.

As coisas começaram a acontecer para mim em 1989, quando meu amigo Marcelo Porto me mostrou uma fita de vídeo do primeiro grande festival de blues realizado no Brasil, em Ribeirão Preto, naquele mesmo ano. Vi trechos dos shows de Junior Wells, Magic Slim e Albert Collins. Fiquei impressionado e muito a fim de formar uma banda. No final de 1990, montei a Cia. Paulista de Blues, junto com o Marcelo. Não havia mais do que dez bandas de blues em São Paulo naquela época. Apesar de existir uma cena bastante agitada e entusiasmada, os festivais eram poucos. Hoje existem festivais espalhados por todo o Brasil e centenas de bandas.

O primeiro guitarrista que me chamou a atenção foi Mark Knopfler. Eu estava assistindo ao antigo programa Som Pop, na TV Cultura, quando escutei Sultans of Swing ao vivo, com aquela guitarra melodiosa e um timbre incrível. Logo pensei: "É isso que quero fazer". Mais tarde, comecei a ouvir Eric Clapton e, através dele, tive contato com B.B. King, Freddie King, Muddy Waters, entre outros bluesman.

Magic Slim é uma das referências do blues de Chicago. Quais as peculiaridades do blues tocado nessa região? Como surgiu a idéia de convidar Slim para participar do DVD?

O som de Chicago é o som de Muddy Waters, o principal responsável pela transição do blues acústico para o elétrico. O blues de Chicago é suingado, malandro e cheio de dinâmicas. Quando o Blue Jeans estava prestes a completar 20 anos, tivemos a idéia de gravar um DVD comemorativo. Magic Slim é um dos principais guitarristas de blues de Chicago e um dos poucos que ainda faz o blues como nos...

Veja a matéria completa na Guitar Player nº140

Atualizado: Domingo, Agosto 23, 2009 2:44 PM

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